
Muitos começam a gostar de ler com os grandes cânones da literatura. Uns são descobertos por Crime e Castigo, do Dostoievski, outros ainda se lembram como foi ler Machado de Assis pela primeira vez (muitas vezes no vestibular, diga-se de passagem)
No entanto, a minha paixão pela leitura foi Marcelo Rubens Paiva que fez nascer, com o seu Feliz Ano Velho.
Nada de linguagem rebuscada e muitas páginas, é um livro simples com um vocabulário jovial. Marcelo utiliza um novo tipo de “conversa com o leitor”, o autor não se dirige diretamente a ele, mas conta a sua história, e nós, leitores, escutamos com a maior atenção.
A obra é autobiográfica, conta como ficou a vida de Marcelo após o acidente que o deixou tetraplégico pouco antes do Natal.
Uma narrativa que possui todos os fatores para ser angustiante, Paiva transforma em “experiência de vida”.
Os namoros adolescentes, a vida de universitário, o desaparecimento do pai devido à ditadura militar. Acontecimentos relatados numa linguagem um pouco depravada, o que causou problemas para o autor na época em que foi lançado, 1983. Várias escolas proibíram sua leitura em classe, pela crítica severa contra a repressão política e pelo excesso de palavrões no texto.
Com os flashbacks presentes em todo o livro, você acompanha as lembranças de quem mudou de vida, mas que não quer esquecer o passado.
Foi assim que eu comecei a ler, recebendo essas palavras risonhas relatando acontecimentos tristes e levando esse hábito para toda a vida.
Descubra essa paixão também.
Aposto que Marcelo Rubens Paiva pode te ajudar.

2 comentários:
da mesma maneira, este livro foi um dos primeiros que eu li com fevor e interesse... isso faz tanto tempo... lendo seu post me deu até vontade de reler... grande livro... boa citação lilás verde...
bjos
Esse livro também me marcou muito. Li na adolescência.
beijos
Ju Dacoregio
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